No dia 28 de dezembro de 2010,
entre as 19:30 e as 23:30 tive a alegria de receber em minha casa três novos
moradores. Três cãezinhos lindos, meigos, amáveis, carinhosos, brincalhões,
extraordinários. Rapidamente me encantaram. Contagiaram e transformaram nosso
lar. Mais alegria, mais vida! Descobri então um amor diferente, senti-me com
duas grandes responsabilidades: Protegê-los e alimentá-los, de comida e de amor.
Os vi
crescendo. Vi mamarem pela primeira vez, abrirem os olinhos pela primeira vez,
saírem do “ninho” pela primeira vez. Os vi rastejando, antes mesmo de
aprenderem a caminhar, escorregando no piso liso da cozinha. Depois os vi dando
os primeiros passos, subindo as escadas pela primeira vez. O primeiro banho, o
primeiro latido, a primeira mordidinha quando os dentes cresciam. Completavam
nossa família, completavam-se entre si.
Uma,
‘serelepe’, arteira, agitada, olhos brilhantes e alegres, nervosa, pêlo e
‘personalidade’ rebeldes. Outra doce, meiga, delicada, carinhosa, pêlo e olhos
‘macios’. O terceiro igual à mãe, nos traços e nas ações, cor de mel, focinho
preto, pêlo arrepiado, doce, dengoso, carinhoso e ao mesmo tempo brincalhão e
companheiro.
Meus
pequenininhos já faziam parte de mim...
Perdi-os
então. Primeiro aquela, depois esta, recentemente esse. Infelicidades e
causalidades da vida: se foram. Acusava erroneamente 2011. “Ano de merda! Só
coisas ruins me aconteceram!”. Estava enganada.
Ano
abençoado, cheio de graças, ou melhor, três. Tive a oportunidade de (por menor
que tenha sido o tempo) viver com eles, de amá-los, de cuidar, de brincar, de
proteger.
Mas
também falhei, se tivesse zelado mais por eles, talvez estivessem aqui.E agora,
não há mais o porquê me lamentar. Apenas ficar com as lembranças de um ano,
huum... Feliz! Feliz com eles.
Ah...! E
antes que eu esqueça, devo agradecer eternamente ao meu tesourinho, cujo maior
presente foi gerar os três cãezinhos em questão.
Amo-os.
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