quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ahh o sorriso...

Ahh o sorriso! Transforma o feio em bonito, o fosco em brilho, o preto em colorido. Ahh o sorriso! Simples, sincero, radiante; Sinônimo de alegria, fé, vida, FELICIDADE!
Experimente sorrir mais. Sempre. Para os idosos que passam na rua, para as crianças que brincam na calçada, para o cobrador do ônibus, o colega de faculdade, a tia do bar, o porteiro do prédio, sua mãe, seu pai, até mesmo (veja bem) para seus irmãos! Ahh o sorriso, acredite, até seus irmãos derreter-se-ão.
Conquiste pessoas com um sorriso. Sorria sem medo, sem cobranças, sem motivos. Um sorriso é auto-suficiente, não depende de mais nada para existir, deve permanecer, estar, ser. Todavia, deixa-o que venha espontaneamente!
Aja em prol de sorrisos! Arranque-o dos amigos, dos desconhecidos, dos cães. De dia, de noite, dormindo, tomando banho, comendo. Sorria de boca cheia!
Ai daquele que sorri apenas quando o time vence, quando tira nota boa ou quando ouve no rádio sua música favorita. Bem aventurados os que sorriem sem esperar sorrisos em troca, pois estes receberão gargalhadas do próximo. Bem aventurados os que sorriem 24 horas por dia, 168 horas por semana, 672 horas por mês, pois estes serão agraciados.
Saboreie um sorriso nos mínimos detalhes: Seu nascimento, no canto da boca, meio torto às vezes, tímido, vagaroso. Aprecie seu desenrolar. E ouça profundamente aquela risada bem dada.
Estudos realizados na American College of Cardiology em Orlando, na Flórida, demonstram que o sorriso diário baixa a pressão arterial, reduz os estresses hormonais, aumenta o relaxamento muscular e acelera o sistema imunológico. O sorriso diário também produz endorfinas – os antidepressivos naturais em nosso corpo – produzindo uma gostosa sensação de bem-estar. 
Ahh o sorriso! Além de todos os benefícios físicos, é muito econômico, pois é grátis e ainda não possui contra-indicações, nem efeitos colaterais. Ahh o sorriso! Além de ser contagiante é incurável. 
Encanta, diverte, aproxima. Intimida quem o recebeu de presentear na mesma moeda, quero dizer, no mesmo sorriso. 
Desejo então, que sua barriga doa e lágrimas escorram de tanto rir. Desejo 32, 33, 65, 70, 200 sorrisos por dia. Mais uns 80 ou 90 por noite. Desejo um mundo mais sorridente e consequentemente Humm... Menos mundano.






terça-feira, 8 de novembro de 2011

Esboço de um texto mal desenvolvido

E mal iniciado também.

Por exatas 23 vezes escrevi palavras, frases, amontoados de afirmações e as apaguei.

Idiota, dirias tu - primeiro porque perdi tempo. E segundo porque poderia ter guardado as informações que construí para inserir em alguns dos meus futuros textos de sucesso. O fato, o fato principal, é que existem muitas coisas que quero dizer. Algumas que não precisam ser ditas. E outras que devem ser, hm, vomitadas. Mas aí, vem o fato secundário – que pensando bem, diante da minha situação, torna-se o fato principal: eu não sei como fazer.

Oh God, dirias tu – primeiro porque eu faço Jornalismo e, na teoria, deveria ao menos saber construir um textinho mais ou menos e segundo porque, também na teoria e somente nela, tive cadeiras onde aprendi a primeira constatação. Mas é. Não sei como dizer quase nada. Talvez porque há muita coisa em minha cabeça. Ou talvez porque não há nada nela.

Putz, dirias tu – primeiro porque se eu não tenho nada na cabeça, logo você está lendo um texto inútil e segundo porque se eu tenho muita coisa na cabeça tu não entenderá nada do que desenvolvo aqui nestas linhas. Mas eu explico, porque já que leste até aqui tens o direito de uma justificativa: eu comecei querendo falar que perdi meu bom senso. É sério. Perdi ele. E ia fazer uma metáfora. Você só ia entender no final que eu falava do meu bom senso.

Ahn?, dirias tu – primeiro porque estás lendo um texto de alguém que não tem nem o bom senso de guardar a própria idéia para um momento de maior criatividade e segundo porque espalhou, assim, o inicio, o meio e o fim de um texto correndo o risco de ser violentamente plagiada. Ih, nem vem que a idéia é minha. Vou escrever sobre isso. Talvez em outro blog, onde as pessoas não terão lido esse post. Bom, o importante é que comecei. E empaquei. E decidi apagar tudo. E resolvi iniciar escrevendo como o ser humano é preguiçoso e pula o caminho para chegar no final das coisas.

Louca, dirias tu – primeiro porque estava eu, a tentar discorrer sobre um assunto cujo o qual eu própria enfrentava e segundo porque não é um assunto legal a se falar. Sim, não é. E por isso apaguei também. Tudo. Todas as duas linhas foram apagadas. É, sou má. Abortei minha própria criação. E aí decidi escrever a história dessa estúpida noite.

Oh, droga, dirias tu – primeiro porque pensaste que eu escreveria algo interessantíssimo no final deste texto e segundo porque acabaste de perceber que perdeste muitíssimo tempo já que o texto é grande e você continua aqui.



Obs: Texto publicado insanamente pois o avaliador geral não estava presente, digo, on-line.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Um minuto!


O que é para nós um minuto? Qual a importância de um minuto em nossas vidas?
Tempo insignificante e incapaz de suportar grandes episódios.
Será mesmo?
Será que um simples minuto não pode mudar todo percurso?

Pense nestes sessenta segundos no visor do microondas...

Experimente sentar em frente ao eletrodoméstico e coloque-o para funcionar por um minuto. Parece muito tempo não é? 59... 58... 57...

Quantas coisas poderiam ser feitas nestes sessenta segundos. Dá tempo de fazer o sanduíche enquanto o café esquenta, de arrumar a mesa enquanto a pizza descongela, de preparar o filme enquanto a pipoca estoura... Nossas vidas podem sim mudar com o passar de apenas um minuto. Um beija flor, por exemplo, pode bater as asas em média 4200 vezes por minuto. Muita coisa, não? 37... 36... 35... 34..

Pergunte a um passageiro que perdeu o ônibus por causa de simples sessenta segundos. Ou ao motorista que evitou um acidente. Ou até mesmo a um atleta que por causa destes sessenta segundos ganhou a medalha de prata. 22... 21... 20... 19...

Em um minuto pode estar lá, no outro não. Em um minuto a água ferve, a bomba explode. 12, 11, 10...

Insisto: Fique 1 minuto na frente do microondas, sem mexer-se, esperando o tempo do visor passar e o alerta disparar. Apenas respire e pisque, respire e pisque, respire. Aí você perceberá que 1 minuto é muito tempo! Aliás, qualquer tempo é muito tempo. 3... 2... 1... ZERO!

Em um minuto as palavras somem e voltam, o texto é escrito. Mais um minuto e ele é lido.

Se sua vida não mudou em 1 minuto, aprenda que com apenas 1 gesto você pode mudar 1 mundo. AME ou SINTA ou ABRACE ou BEIJE ou SORRIA ou faça tudo isto em apenas 1 minuto.

Hipocrisia nossa de cada dia.

Deparamo-nos diariamente com falsidades, fingimentos e mentiras. Por vezes pequenas e insignificantes. Algumas, entretanto, grandiosas e evolutivas, que vão aumentando como uma bola de neve que desce a toda velocidade do penhasco.

Minha irmã, uma criança de 10 anos de idade, já sabe fingir. Aliás, pratica desde os 6, se não me engano. Como assim? Uma criança mentindo? Aquelas que deveriam ser as criaturas mais puras, frágeis e ingênuas, são, desde cedo impostoras. Mas pode ser que o motivo esteja aí, suprir a fragilidade, defender-se dos adultos sínicos que pregam uma coisa e fazem outra.

Então você pode dizer: menos Cláudia, as crianças nem sabem o que é isso. É, eu sei. E deveriam saber. Aprendemos o que é amor, amizade, sinceridade. Mas esquecem de nos ensinar as coisas ruins também. Para podermos nos equipar contra elas. Deveríamos aprender, como se aprende a dirigir, que quem pratica a falsidade, leva multas da vida, punições severas. Ainda bem! Já pensou a hipocrisia ficar impune? Deus me livre!

Infelizmente hipocrisias estão em todos os lugares: em casa, na escola, no trabalho, nas igrejas, nas lojas, nas ruas. Que faça o primeiro comentário aquele que nunca falou uma coisa e fez outra.

Fingimos para agradar, para omitir, para sermos melhores. Ó hipocrisia! Fingir para ser melhor? Ave sociedade nossa de todos os dias, saúdam o verbo enganar!

E para ser diferente é preciso uma rigorosa análise de ações e palavras. Escrevo, porque sofro deste mal: pense uma, duas, dez vezes antes de falar, antes de se comprometer, antes de fazer qualquer coisa. Pense nas conseqüências. Porque falar sem fazer, fingir virtudes, gostos, sentimentos não passa de hipocrisia diária.