Deparamo-nos diariamente com falsidades, fingimentos e mentiras. Por vezes pequenas e insignificantes. Algumas, entretanto, grandiosas e evolutivas, que vão aumentando como uma bola de neve que desce a toda velocidade do penhasco.
Minha irmã, uma criança de 10 anos de idade, já sabe fingir. Aliás, pratica desde os 6, se não me engano. Como assim? Uma criança mentindo? Aquelas que deveriam ser as criaturas mais puras, frágeis e ingênuas, são, desde cedo impostoras. Mas pode ser que o motivo esteja aí, suprir a fragilidade, defender-se dos adultos sínicos que pregam uma coisa e fazem outra.
Então você pode dizer: menos Cláudia, as crianças nem sabem o que é isso. É, eu sei. E deveriam saber. Aprendemos o que é amor, amizade, sinceridade. Mas esquecem de nos ensinar as coisas ruins também. Para podermos nos equipar contra elas. Deveríamos aprender, como se aprende a dirigir, que quem pratica a falsidade, leva multas da vida, punições severas. Ainda bem! Já pensou a hipocrisia ficar impune? Deus me livre!
Infelizmente hipocrisias estão em todos os lugares: em casa, na escola, no trabalho, nas igrejas, nas lojas, nas ruas. Que faça o primeiro comentário aquele que nunca falou uma coisa e fez outra.
Fingimos para agradar, para omitir, para sermos melhores. Ó hipocrisia! Fingir para ser melhor? Ave sociedade nossa de todos os dias, saúdam o verbo enganar!
E para ser diferente é preciso uma rigorosa análise de ações e palavras. Escrevo, porque sofro deste mal: pense uma, duas, dez vezes antes de falar, antes de se comprometer, antes de fazer qualquer coisa. Pense nas conseqüências. Porque falar sem fazer, fingir virtudes, gostos, sentimentos não passa de hipocrisia diária.
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