terça-feira, 8 de novembro de 2011

Esboço de um texto mal desenvolvido

E mal iniciado também.

Por exatas 23 vezes escrevi palavras, frases, amontoados de afirmações e as apaguei.

Idiota, dirias tu - primeiro porque perdi tempo. E segundo porque poderia ter guardado as informações que construí para inserir em alguns dos meus futuros textos de sucesso. O fato, o fato principal, é que existem muitas coisas que quero dizer. Algumas que não precisam ser ditas. E outras que devem ser, hm, vomitadas. Mas aí, vem o fato secundário – que pensando bem, diante da minha situação, torna-se o fato principal: eu não sei como fazer.

Oh God, dirias tu – primeiro porque eu faço Jornalismo e, na teoria, deveria ao menos saber construir um textinho mais ou menos e segundo porque, também na teoria e somente nela, tive cadeiras onde aprendi a primeira constatação. Mas é. Não sei como dizer quase nada. Talvez porque há muita coisa em minha cabeça. Ou talvez porque não há nada nela.

Putz, dirias tu – primeiro porque se eu não tenho nada na cabeça, logo você está lendo um texto inútil e segundo porque se eu tenho muita coisa na cabeça tu não entenderá nada do que desenvolvo aqui nestas linhas. Mas eu explico, porque já que leste até aqui tens o direito de uma justificativa: eu comecei querendo falar que perdi meu bom senso. É sério. Perdi ele. E ia fazer uma metáfora. Você só ia entender no final que eu falava do meu bom senso.

Ahn?, dirias tu – primeiro porque estás lendo um texto de alguém que não tem nem o bom senso de guardar a própria idéia para um momento de maior criatividade e segundo porque espalhou, assim, o inicio, o meio e o fim de um texto correndo o risco de ser violentamente plagiada. Ih, nem vem que a idéia é minha. Vou escrever sobre isso. Talvez em outro blog, onde as pessoas não terão lido esse post. Bom, o importante é que comecei. E empaquei. E decidi apagar tudo. E resolvi iniciar escrevendo como o ser humano é preguiçoso e pula o caminho para chegar no final das coisas.

Louca, dirias tu – primeiro porque estava eu, a tentar discorrer sobre um assunto cujo o qual eu própria enfrentava e segundo porque não é um assunto legal a se falar. Sim, não é. E por isso apaguei também. Tudo. Todas as duas linhas foram apagadas. É, sou má. Abortei minha própria criação. E aí decidi escrever a história dessa estúpida noite.

Oh, droga, dirias tu – primeiro porque pensaste que eu escreveria algo interessantíssimo no final deste texto e segundo porque acabaste de perceber que perdeste muitíssimo tempo já que o texto é grande e você continua aqui.



Obs: Texto publicado insanamente pois o avaliador geral não estava presente, digo, on-line.

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